sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ángel Reyna a caminho do Dragão

Fonte próxima do FC Porto garantiu ao blogue "FC Porto - A Vencer desde 1893" que o mexicano de 27 anos, Ángel Reyna, estará a caminho da cidade Invicta. O prodigioso médio que foi considerado o melhor jogador do Clalsura 2011 já terá acordo quase celado com os Dragões. O Porto pagará 8 milhões pelo jogador.
Atualmente joga no Monterrey, emprestado pelo America.

Dragões pescam na Bélgica

Hoje a imprensa belga noticiou o interesse do FC Porto em dois destaques desta liga.
Um deles é o argentino Matías Suaréz. Segundo os mesmos o Porto estaria na disposição de pagar cerca de 6 milhões pelos serviços do jovem de 23 anos, que se tem destacado muito também na Liga Europa, onde é o melhor marcador.
O outro jogador é o português Rudy, que saltou das divisões secundárias portuguesas para a ribalta belga. Os azuis-e-brancos estariam na disposição de pagar cerca de 2 milhões pelo avançado do Cercle Brugue.
Notícias a confiramar.

Melhor exibição da época; pior resultado da época

No jogo frente ao Manchester City, em que os dragões sairam derrotados por 4-0, deu-se um fenómeno curioso.
Estatisticamente os Dragões fizeram a melhor exibição da época.
Posse de bola:
31% - Man. City
69% - FC Porto

Remates:
8 - Man City
24 - FC Porto

Ataques:
14 - Man City
56 - FC Porto

Ainda assim os Dragões foram eliminados da competição, focando todas as atenções agora para o Campeonato Português.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Lendas: Vítor Baía

Com 33 títulos conquistados, Vítor Baía é o jogador mais titulado na história do futebol mundial.
Começou a carreira na Académica de Leça, juntamente com o seu amigo Domingos Paciência, que o acompanhou na ida para o FC Porto, quando ambos tinham apenas 13 anos.
Aos 19 anos estreou-se de dragão ao peito contra o Vitória de Guimarães. A titularidade no Porto custou-lhe a oportunidade de jogar o Campeonato Mundial de Juniores em 1989, perdendo a possibilidade de sagrar-se campeão mundial juntamente com os colegas com quem tinha feito todo o percurso nas selecções jovens.
Estreou-se na Selecção A com 21 anos num jogo frente aos Estados Unidos, na primeira de 80 internacionalizações que o tornam no mais internacional guarda-redes português de todos os tempos.
Esteve presente no Euro 96, o que a juntar aos títulos conquistados com o FC Porto despertaram a cobiça dos gigantes europeus. Em 1996 mudou-se para Barcelona com Bobby Robson, que tinha sido seu treinador no Porto.
Conquistou uma Taça das Taças com os blaugrana, mas na época seguinte, após uma lesão, foi afastado por Louis Van Gal.
No banco, desiludido, regressou a Portugal e ao seu Porto em 1999. Veio a tempo de festejar o Penta Campeonato azul-e-branco, e no ano seguinte brilhou no Euro 2000 juntamente com a selecção que chegou às meias-finais.
Em 2002 guardou a selecção nacional no mundial da Coreia e do Japão de má memória, acabou por ser afastado da selecção por Luís Filipe Scolari, vendo-se assim impedido de jogar o Euro em casa e quem sabe, de ultrapassar as 100 internacionalizações.
Contudo, nem tudo foi mau neste período. Vencendo tudo que havia para vencer no Porto de Mourinho: Campeonato, Taça de Portugal, Liga dos Campeões, Taça UEFA, foi considerado o melhor guarda-redes da Europa pela UEFA em 2004.
No final da época de 2006/07, o guarda-redes pendurou as botas, sendo recordado até hoje como um dos melhores guarda-redes da história do futebol português.

Lendas: Fernando Gomes

Começando em Pinga e chegando a Falcao, o Futebol Clube do Porto sempre teve grandes avançados. Na história azul e branca ressaltam nomes como Kordnya, Pinga, Domingos, Jardel, Lisandro... Mas talvez nenhum seja tão querido dos dragões como o nome de Fernando Gomes, ou o «bi-bota», como tão carinhosamente ainda hoje é apodado pelos adeptos portistas.
Seis vezes eleito melhor marcador do Campeonato Nacional, vencedor de duas Botas de Ouro do jornal France Football que premiavam o melhor artilheiro de todos os campeonatos da Europa.
Natural da cidade do Porto, Gomes iniciou a carreira de dragão ao peito em 1974. Entre 1976/77 e 1978/79 conquistou por três vezes a «Bola de Ouro», dois anos depois, e mesmo na sequência de uma época perdida, foi contratado pelos espanhóis do Sporting Gijón pela exorbitante quantia de 60 milhões de pesetas!
No primeiro jogo contra o Oviedo encantou e marcou cinco golos, mas rapidamente lesionou-se, e os dois anos em Espanha acabaram por se tornar um calvário.
Quando Pinto da Costa se torna Presidente do FC Porto, uma das suas primeiras prioridades foi ir buscar Gomes de volta. Os anos seguintes provaram ser uma decisão acertada.
Mais três «Bolas de Prata» e duas «Botas de Ouro» (1983 e 1985), golos atrás de golos que conduziram o Porto a mais vitórias e títulos e a duas finais europeias.
Presente na derrota em Basileia contra a Juventus, foi fundamental na caminhada para a vitória na Taça dos Campeões contra o Bayern em Viena, jogo em que devido a lesão lamentavelmente não pode disputar, no que o próprio considerou ser a maior mágoa da sua carreira.
No ano seguinte, já recuperado da lesão, marca um dos dois golos da vitória na Taça Intercontinental contra o Peñarol.
Adorado pelos adeptos, o «bi-bota» torna-se um símbolo do clube e é com grande estranheza e decepção que os portistas lêem o treinador Tomislav Ivic clamar: “Gomes é Finito!”. Pouco depois Ivic substitui Gomes já na segunda parte do jogo da 2ª mão entre o FC Porto e o Ajax, a contar para a Supertaça Europeia, impedindo desta forma o capitão de erguer o troféu. O “tribunal das Antas” não perdoou e dispensou uma das maiores vaias da sua história ao treinador Croata.
Quando Ivic é substituído por Quinito e este proclama que com ele o Porto é “Gomes e mais dez”, tudo parece voltar à normalidade. Mas os maus resultados levam ao despedimento do treinador e ao regresso de Artur Jorge.
Tudo corria bem até que numa fatídica noite o capitão se insurge contra o facto de os dirigentes serem servidos antes dos jogadores, quando já era tão tarde e havia um jogo no dia seguinte. Gomes é temporariamente suspenso, surgem as trocas de acusações entre o jogador e Octávio Machado, então treinador adjunto.
O resto é o fim de uma história de amor, com palavras duras, lágrimas, num processo em que ninguém ficou a ganhar.
Para tristeza de muitos portistas, e incompreensão de outros tantos, Fernando Gomes resolve continuar a carreira num dos rivais lisboetas, voltando ainda a pisar o relvado das Antas, mas desta vez com o leão ao peito.
Na época de 1990/91, a sua última época como jogador, ainda apontou 22 golos no Campeonato,e foi fundamental na extraordinária carreira europeia do Sporting até as meias-finais da Taça UEFA.
Pela selecção das quinas jogou 48 vezes e marcou 13 golos, tendo disputado a fase final do Euro 84 e o Mundial do México em 1986.

Lendas: Rabah Madjer

As origens humildes

Rabah Mustapha Madjer nasceu em Hussein Dey nos arredores de Argel, na então colónia francesa da Argélia a 15 de dezembro de 1958. Quatro anos depois de Madjer nascer, a sua Argélia natal conquistou a independência após um logo conflito. Com a paz, a vida voltou à normalidade nas cidades, e como muitos miúdos no norte de África, Madjer já pôde crescer a jogar à bola pelas ruas da medina.
Qualquer espaço amplo era um campo, duas pedras eram uma baliza, com uns jornais enrolados numa meia fazia-se uma bola. E como tal, a história do menino Rabah é igual à de muitos outros jogadores magrebinos.
Aos 14 anos passou a jogar pelas escolas do Onalait d’Hussein-Dey. Dois anos depois estreou-se com a camisola do NA Hussein Dey, iniciando a sua carreira profissional.
Em 1978 o clube vence a final da Taça da Argélia e qualifica-se para a Taça africana dos Vencedores das Taças.
Para surpresa de muitos, no ano seguinte chega à final da competição onde perde os dois jogos com os guineenses do Horoya AC.
O mundial de Espanha
Depois do «quase sucesso» com a sua equipa, Madjer torna-se fundamental na caminhada da Argélia para o mundial de Espanha em 1982 ao apontar o último golo da vitória por 2x1 sobre a Nigéria, que confirmou a primeira presença dos magrebinos num Campeonato do Mundo.
Nos campos de Espanha não se esperava muito dos africanos, mas a verdade é que logo no primeiro encontro no El Molinón, em Gijón, a Argélia surpreendeu toda a gente e venceu a RFA por 2x1 com um golo do inevitável Madjer - o primeiro de sempre da Argélia numa fase final -.
Depois de uma derrota com a Áustria no segundo jogo (0x2) a Argélia precisava de vencer a última partida para chegar à fase seguinte e esperar pelo resultado do jogo entre austríacos e alemães.
Uma vitória suada por 3x2 sobre o Chile - depois de ter estado a vencer por 3x0 - parecia bastar para os argelinos fazerem a festa.
Mas no dia seguinte a RFA venceu a Áustria por 1x0, um resultado que qualificava as duas seleções europeias.
O mundo presenciou, escandalizado, a um triste espetáculo em que duas equipas chutavam a bola para o outro lado do campo até ao apito final, para no final festejarem o apuramento.
Após este vergonhoso encontro, a FIFA tornou obrigatório que as partidas das últimas jornadas fossem sempre jogadas ao mesmo tempo.

O salto para a Europa

Depois da surpreendente prestação da Argélia no Campeonato do Mundo o nome de Madjer tornou-se conhecido fora de África e rapidamente foi contratado por um clube francês, o RC Paris. Em dois anos no Racing Madjer completou 50 jogos nos quais apontou 23 golos, despertando o interesse do Tours FC, para onde se mudou em 1985.
Entretanto, em 1986 a Argélia qualificava-se para um novo mundial, desta feita o do México. A sua carreira não foi famosa. Depois de um empate com a Irlanda do Norte por 1x1 na estreia, as esperanças caíram por terra após duas derrotas, com o Brasil (0x1) e com a Espanha (0x3).
Apesar de não ter feito um Mundial ao nível de 1982, Madjer voltou a despertar o interesse do mercado e desta vez saiu de França para jogar em Portugal, no FC Porto, talvez sem imaginar o alcance de tal passo na carreira...

Um calcanhar para a história
Em 1987 o FC Porto fez história e pela primeira vez chegou à final da Taça dos Campeões. Pela frente estava o Bayern München, um gigante do futebol europeu.
Após uma primeira parte fraca dos azuis e brancos, o Bayern ganhava por 1-0 e todos acreditavam que o destino estava traçado.
Contudo Madjer, Futre e companhia tinham outras ideias...
E aos 77 minutos uma jogada de Juary pela direita é magistralmente finalizada por Madjer com um mágico calcanhar.
Como que não satisfeito com um dos mais belos golos de sempre, Madjer avança pelo lado esquerdo e centra para Juary fazer o 2-1 apenas dois minutos depois.
Em 1987 o FC Porto fez história e pela primeira vez chegou à final da Taça dos Campeões. Pela frente estava o Bayern München, um gigante do futebol europeu. Após uma primeira parte fraca dos azuis e brancos, o Bayern ganhava por 1x0 e todos acreditavam que o destino estava traçado. Contudo Madjer, Futre e companhia tinham outras ideias...
Aos 77 minutos uma jogada de Juary pela direita foi magistralmente finalizada por Madjer com um calcanhar «mágico». Como que não satisfeito com um dos mais belos golos de sempre, Madjer avança pelo lado esquerdo e centra para Juary fazer o 2x1, dois minutos depois. O FC Porto era Campeão Europeu e Madjer tornava-se uma estrela na Europa.
No ano seguinte os dragões conquistaram a Taça Toyota (Intercontinental) em Tóquio, batendo o Peñarol, do Uruguai, na final. Novamente o golo decisivo foi da autoria do argelino e no fim foi premiado como o melhor jogador em campo, recebendo como prémio um carro da marca automóvel nipónica.
O fim da carreira: Valencia e Qatar

Depois seguiu para Valência onde o esperava um contrato milionário com o clube local. Mas desta vez, Madjer não foi feliz em Espanha e regressou pouco depois ao Porto após participar em 14 jogos e apontar quatro golos.
Vitoriado e amado pelos adeptos, vestiu de azul e branco até 1991, ano em que foi tentar a sorte no SC Qatar, seduzido pelos «petro-dólares». Foi perto das margens do golfo pérsico que Rabah Madjer, o maior jogador de sempre nascido na Argélia, terminou uma carreira de sucessos e glórias, que demonstrou ao mundo e muito particularmente aos europeus que os grandes jogadores não eram só europeus ou sul-americanos.

Avanços por Ganso

Fonte próxima dos dragões garantiu a blogue que Ganso, jogador do Santos, está cada vez mais perto da Invicta. Segundo o(a) próprio(a), o FC Porto já chegou a acordo com o clube, faltando apenas a determinação do salário do jogador. Ele virá para o dragão por 15 milhões de euros, sendo que o Porto terá aumentado o valor da proposta inicial (8 milhões).
Ganso vê com bons olhos a mudança para os azuis-e-brancos, pelo que não fará grandes exigências quanto a salário, optando por aumentado-o apenas 10%.
A oficialização do acordo entre os dois clubes depende agora apenas do jogador, ao contrário do que aconteceu no mercado de Inverno. Como Ganso deverá aceitar o salário, o acordo está para muito breve.
Falou-se também que a clálsula será de 80 milhões e o contrato até junho de 2017.
No dragão, reencontrará os ex-colegas Danilo e Alex Sandro.

Dragões vencem em Setúbal e estão mais perto do 1º lugar

O FC Porto venceu no passado domingo a equipa do Vitória F.C. por 3-1 em jogo a contar para a Liga Zon Sagres.
Os «azuis-e-brancos» procuraram a redenção após o desaire caseiro frente ao Manchester City, sendo que Vítor Pereira não pôde contar com Mangala e Danilo, lesionados no embate com os ingleses.
Os «dragões» pretendiam , pelo menos, manter a distância na classificativa para o Benfica.
O marcador apitou cedo em Setúbal, após o cruzamento de João Moutinho pela direita para Janko, que protagonizou a melhor finalização quando passava o minuto três.
Aos 26 minutos, numa jogada assinada por Hulk, a bola é colocada pelo centro para Fernando, que ampliou a vantagem dos nortenhos. A margem de duas bolas levou o FC Porto a arriscar menos e a focar-se na manutenção do resultado.
O Vitória aproveitou o desacelerar do ritmo imposto pelo adversário e Meyong, aos 75, abre a contagem para os da casa.
A ameaça à baliza de Helton voltou a aquecer os ânimos no Bonfim, com o Vitória a mostrar determinação, mas foi Varela o próximo a brilhar, marcando para os 3-1 apenas quatro minutos depois.
Os pupilos de José Mota não cruzaram os braços e continuaram a investir na ofensiva, mas foi o FC Porto a criar mais perigo, com Sapunaru a fazer tremer a barra da baliza dos adversários.
Depois da derrota do Benfica na cidade berço, os dragões estão mais perto.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Danilo pode falhar o resto da época

A época pode ter chegado ao fim para Danilo. Substituído durante a primeira parte do jogo com o Manchester City, suspeita-se que o jogador brasileiro do FC Porto tenha contraído uma lesão grave no ligamento lateral interno do joelho esquerdo.
A confirmar-se o prognóstico, Danilo será submetido a uma intervenção cirúrgica e falhará o que falta disputar da temporada.
O jogador, que chegou ao Dragão em janeiro proveniente do Santos, será reavaliado nas próximas horas.
Mangala, substituído por Defour nos instantes finais do jogo, sofreu uma entorse no joelho esquerdo.

Varela - "Está tudo em aberto"

Varela considera injusta a derrota (1-2) com o Manchester City. Autor do golo do FC Porto, o avançado acredita que a eliminatória está em aberto.
«Foi um resultado injusto, o golo do empate não foi merecido. O City tem uma equipa com bastante qualidade e jogadores de classe mundial. Está tudo em aberto», argumenta.
«Temos de levantar a cabeça. Esta competição é um dos nossos objetivos e vamos tentar consegui-lo», atira.

Hulk - "Lance com Kompany? Ao contrário, se calhar marcavam o penalty"

Hulk diz que o árbitro do jogo com o Manchester City permitiu que os jogadores da equipa inglesa abusassem do contacto físico. Avançado brasileiro acredita que a eliminatória está em aberto.
«Sabíamos que ia ser um jogo difícil, diante de uma grande equipa. Lutámos até ao fim. Infelizmente, consentimos a reviravolta. Estávamos a jogar bem e sofremos o golo do empate de repente. Nada está acabado. Vamos a Manchester na máxima força para dar a volta», promete o incrível, autor da assistência para o golo de Varela.
«Eu sou um jogador forte mas eles abusaram do corpo. Lance com Kompany? Ao contrário, se calhar marcavam o penalty», refere.

João Moutinho - "Esperamos fazer um grande jogo em Manchester"

O médio do FC Porto, João Moutinho, reconheceu que a derrota por 1-2 frente ao Manchester City «é um resultado complicado» para os dragões mas lembrou que ainda há a segunda mão para disputar.
«Faltou gerir melhor o jogo. Na segunda parte o City foi feliz, concretizou as oportunidades que teve. Saímos tristes mas esperamos fazer um grande jogo e marcar dois golos em Manchester», afirmou no final do encontro.

Lucho - "Temos que jogar para tentar ganhar na segunda mão"

Lucho González diz que o FC Porto ainda acredita na passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa depois da derrota em casa com o Manchester City.
«Na segunda mão, teremos que jogar para tentar ganhar, é o que nos resta. É óbvio que acreditamos (nas possibilidades de passar à fase seguinte), pois somos uma equipa com muita ambição. Ficará demonstrado que este grupo é muito forte animicamente», afirmou o argentino.
O reforço de inverno do FC Porto elogiou o adversário inglês: «É uma grande equipa e é preciso dar-lhes mérito pelo resultado que conseguiram. O Manchester City tem excelentes jogadores e é uma das melhores equipas de todas as ligas europeias».
Para Lucho a melhor maneira de complicar a tarefa ao City é o FC Porto jogar como fez na primeira parte no Dragão

Vítor Pereira - "Vamos atrás da eliminatória"

Na conferência de imprensa após a derrota com o Manchester City (1-2), Vítor Pereira recusou-se a atirar a toalha ao chão. O FC Porto vai procurar a vitória em Inglaterra, onde terá de reproduzir o futebol que pôs em prática na primeira parte, capaz de "anular" o jogo inglês.

Na primeira parte o FC Porto foi muito competente, a segunda já foi diferente. Onde começa o mérito do adversário e o demérito do FC Porto?
Para jogar contra o Manchester City é preciso pressionar e circular a bola como fizemos na primeira parte. O City é uma equipa muito técnica e ao mesmo tempo muito física, que nos obrigava a jogar na perfeição. Na primeira parte conseguimos anular o jogo deles, conseguimos um golo e podíamos ter marcado o segundo. O City esteve melhor na segunda parte, em que não conseguimos sair jogar nos primeiros dez ou 15 minutos. O City acabou por chegar ao golo de forma estranha. Quando cometemos um erro, geralmente estas equipas aproveitam. Com o 1-1, o City voltou a baixar linhas e o jogo voltou a estar como eles gostam, sendo que tivemos dificuldades em entrar nas linhas deles. Acabámos por ser penalizados numa perda de bola que resultou no 1-2. Muito do que não fizemos na segunda parte é mérito do adversário, dos jogadores que estavam em campo e dos que entraram.

Atira a toalha ao chão? Depois de aparentemente perder Danilo e Mangala, com que armas vai a Manchester?
Temos consciência de que não íamos defrontar uma equipa qualquer. Tal como fomos penalizados hoje com dois erros e dois golos, temos argumentos para ganhar em Inglaterra. Espero que lá a equipa consiga produzir durante mais tempo o que fizemos na primeira parte. O que não fizemos na segunda parte teve muito a ver com o facto de nos termos desgastado na primeira, num jogo intenso, e não conseguimos manter o mesmo tipo de pressão. A segunda parte é fruto da capacidade física do City, da exigência competitiva que o próprio campeonato que lhes dá e da sua capacidade técnica. Vamos a Manchester procurar um bom jogo e um bom resultado. Estamos em desvantagem, mas vamos atrás da eliminatória.

Será possível recuperar Danilo e Mangala para o próximo jogo do campeonato?
Não tenho dados concretos para vos dar certezas, mas não parecem ser coisas fáceis de resolver.

Ficha do Jogo

FC Porto-Manchester City, 1-2Liga Europa, 16-avos-de-final, 1.ª mão
16 de Fevereiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 47.417 espectadores

Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia)
Árbitros assistentes: Bahattin Duiran e Mustafa Eyisoy
Quarto árbitro: Suleyman Abay
Árbitros assistentes adicionais: Hüseyin Göcek e Bülent Yildirim

FC PORTO: Helton; Danilo, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Varela, Hulk (cap.) e James
Substituições: Danilo por Mangala (22m), Varela por Kléber (77m) e Mangala por Defour (89m)
Não utilizados: Bracali, Rodríguez, Djalma e Alex Sandro
Treinador: Vítor Pereira

MANCHESTER CITY: Hart; Richards, Kompany (cap.), Lescott e Clichy; De Jong e Barry; Silva, Yaya Touré e Narsi; Balotelli
Substituições: Balotelli por Agüero (78m), Silva por Kolarov (82m) e Nasri por Zabaleta (88m)
Não utilizados: Pantilimon, Pizarro, Dzeko e Savic
Treinador: Roberto Mancini

Ao intervalo: 1-0
Golos: Varela (27m), Alvaro (a.g., 55m), Agüero (85m)
Cartão amarelo: Danilo (20m), Yaya Touré (25m), Alvaro (55m), Kompany (59m), De Jong (60m), Barry (61m), Nasri (74m) e Richards (90m+3)